História

Anne Frank – Quem foi, história, contexto histórico e livro

O caso de Anne Frank é conhecido no mundo inteiro. Um diário, anotações, um relato feito por uma criança que viveu na época do holocausto.

Atualizado em 09/02/2020

Primeiramente, o caso de Anne Frank é conhecido no mundo inteiro. Um diário, anotações, um relato feito por uma criança que viveu na época do holocausto. Porventura, Anne Frank é o caso mais conhecido e tem o diário mais famoso do mundo.

Vivendo por dois anos escondida em um no andar de cima do armazém de seu pai. Anne escrevia em seu diário suas aflições cotidianas. Além disso, escreve também curtas e chega a iniciar um romance.

Porém, tudo isso é interrompido quando ela e sua família são descobertos. Cada um é levado para um lugar diferente, e a diário de Anne Frank é coletado e guardado.

A História

Anne vivia com seus pais e a irmã em uma cidade alemã de Frankfurt. Sendo também, o lugar onde ela nasceu em 12 de junho de 1929. Ademais, sua irmã se chamava Margot, e era três anos mais velha. Nessa mesma época o cenário de Adolf Hitler e seu partido, recebiam um grande número de apoiadores.

Em resumo, Hitler é conhecido como quem odiava judeus, e os culpavam pelos problemas do país. Isso acarretou na voz de pregações anti-semitas, que vinham prevalecendo na Alemanha.

Além disso, por conta do ódio distribuído aos judeus, o pai de Anne, Otto, decidiu mudar para Amsterdã. Sendo lá, o lugar onde Otto fundou uma empresa que comercializa pectina-um agente gelificante para a preparação de geleias.

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Anne Frank – Fonte: National Geographic Brasil

Contexto Histórico

Em 1 de setembro de 1939, momento em que Anne tem 10 anos, a Alemanha nazista invade a Polónia. Como resultado disso, começa a Segunda Guerra Mundial. Após alguns meses, em 10 de maio de 1940, Holanda também é invadida pelos nazistas. Depois de cinco dias, o exército holandês se rende. Ademais, a vida dos judeus que estão ali começam a se torna cada vez mais difícil. Afinal, algumas lei e regulamentos proibiam judeus de irem a parques, cinemas, lojas-não judaicas e até de ter seu próprio estabelecimento.

Por causa disso, o pai de Anne acabou perdendo o seu negócio, além disso, Anne foi retirada de sua escola e mandada para uma escola judaica separada.

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Anne na escola – Fonte: Anne Frank

O Anexo Secreto

Inegavelmente cada vez mais as leis iam se tornando mais rígidas. Tanto que os judeus foram obrigados a usar uma estrela de David e eram avisados por todos que deveriam sair da Holanda. Diante disso, no dia 5 de julho de 1942, Margot recebeu um telefonema que se tornou suspeito. Era um convite para se inscrever para trabalhar na Alemanha, porém, todos viram aquilo como uma possível armadilha.

Depois dessa ligação, os pais de Anne tinham certeza que corriam o risco de serem perseguidos. Foi então, que na primavera de 1942, Otto começa a instalar um esconderijo no anexo secreto de sua empresa. Alguns antigos colegas o ajudam, e ao passar do tempo, mais quatro pessoas se juntam a eles no Anexo Secreto.

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O Anexo Secreto – Fonte: Revista Galileu

O diário de Anne Frank

Pouco tempo antes de passar a viver no esconderijo, Anne ganhou um diário de presente. E foi então, durante os dois anos em que permaneceu escondida que ela alimentou esse diário todos os dias. Como resultado disso, se encontra um diário com várias histórias curtas, um começo de um romance, passagens de livros que lia e suas aflições.

Portanto, quando o Ministro da Educação do governo holandês no exílio, na Inglaterra, faz um apelo na Orange Radio dizendo para que se mantessem todos os diários e documentos de guerra. Anne decide então reescrever os seus diários individuais numa única história, com o título Het Achterhuis (O Anexo Secreto).

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Versão original do diário – Fonte: Traduzca

O desfecho

Pois em 4 de agosto de 1994,  antes mesmo de Anne terminar de reescrever, ela e as outras pessoas que estavam escondidas no Anexo, são descobertas. E outros dois amigos salvam os documentos antes que o Anexo seja esvaziado por ordem dos nazistas.

Ao passar pelo serviço de inteligência da polícia de segurança alemã (Sicherheitsdienst), as pessoas pegas escondidas são levada à campo de concentração e extermínio. Ao chegar lá, Anne é enviada para o campo de trabalho para mulheres junto de sua mãe e irmã. Otto é enviado para o campo para homens.

Logo, no início de novembro de 1944, Anne acaba sendo transportada novamente, junto de sua irmã, para o campo de concentração de Bergen-Belsen. Porém, seus pais permanecem em Auschitz. Infelizmente, devido às condições precárias do lugar, Margot e Anne falecem com febre tifóide.

Somente Otto sobrevive, sendo libertado pelos russos. Ele descobre que sua esposa Edith morreu e fica sem saber onde estão Anne e Margot. Ele consegue ter acesso ao diário de sua filha, e após isso, uns amigos convencem Otto a publicar o diário. Como resultado disso, em 25 de junho de 1947, Het Achterhuis é publicado, numa edição de 3000 exemplares.

Por fim, Anexo Secreto é traduzido para cerca de 70 línguas e acaba sendo adaptado para o cinema e para teatro. Além disso, o esconderijo se torna um museu: a Casa de Anne Frank. Antes de falecer em 1980, Otto afirmou que todos que lessem o diário precisavam tomar consciência dos perigos da discriminação, do racismo e do ódio aos judeus.

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O diário de Anne Frank – Fonte: Terra

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Fontes:  NationalGeographicBrasil, BBC

Fonte da imagem destaque: Globo