História

Absolutismo: o que foi e onde aconteceu?

Absolutismo é um termo que se refere ao poder sem limites nas mãos de um rei. Ele nasceu da união entre os monarcas e a classe burguesa.

Atualizado em 14/10/2019

Entre o fim da Idade Média e o início da Moderna, a Europa passou por transformações sociais, econômicas, políticas e culturais. Se antes as pessoas viviam isoladas nos feudos, aos poucos ocorreu o renascimento comercial.

Com isso nasceu uma burguesia forte. E os reis, que eram dependentes dos senhores feudais, viu na ascende classe burguesa uma oportunidade para aumentar seu poder. Eram os primeiros passos para o absolutismo.

Realiza e burguesia

Ocorre que ainda havia o modelo de organização feudal e isso atrapalhava o interesse dos burgueses. Por outro lado, os reis desejavam se desvencilhar do senhores feudais, de quem eram dependentes.

Esses interesses mútuos levaram a uma aliança entre rei e burguesia: esta pagava impostos àquele e em troca recebia sua proteção.

Tal aliança levou à criação gradual das monarquias nacionais: países com idiomas próprios, territórios e moedas definidas.

A formação das monarquias nacionais foi essencial para o enriquecimento ainda maior da burguesia e para o aumento da arrecadação de impostos para os monarcas.

Poder real sem limites

Em seguida vieram a expansão marítimo-comercial, que permitiu que os reis ganhassem fortunas e se tornassem mais poderosos. E a Igreja Católica, que sempre era empecilho a mudanças, estava enfraquecida pela Reforma Protestante.

Todos estes fatores foram decisivos para a criação do absolutismo, que era um sistema de governo em que os reis têm um poder universal, acima de todos os grupos sociais.

Resultante do processo de centralização política das monarquias nacionais europeias, o absolutismo era um sistema político da Idade Moderna. Suas características principais são: ausência de divisão de poderes, poder concentrado no Estado e política econômica mercantilista.

Numa monarquia absolutista, o rei tinha com seus súditos uma relação de fidelidade: todos, sem exceção, deviam obediência e respeito. Os monarcas podiam livremente julgar e legislar, bastando invocar a mera vontade de soberano. Questionar suas ordens era crime passível de severa punição.

Absolutismo na Europa

Entre os principais reis absolutistas, podemos citar Henrique VIII (Inglaterra), Elizabeth I (Inglaterra) e Luís XIV (França), este último conhecido por sua célebre frase: “O Estado sou eu!”.

Mas o expoente máximo do absolutismo foi o monarca francês Luís XIV (1638-1715), cognominado como o Rei Sol.

Durante seu reinado, ele concederia prêmios em dinheiro e incentivos fiscais à burguesia de modo a favorecer as manufaturas, e aplacaria a influência da nobreza ao distribuir favores, pensões e empregos na sede da corte dos Bourbon em Versalhes, onde viveriam milhares de aristocratas subordinados a ele.

Deste modo, Luís XIV obteve sucesso em controlar ambos os grupos sociais.

Queda da Bastilha e início da Era Moderna

O absolutismo vigorou em quase toda a Europa entre os séculos XV e XVIII. Findou quando populares tomaram a Bastilha, onde eram mantidos presos políticos, já na Revolução Francesa (1789).  Os burgueses e as classes populares derrubaram o regime monárquico.

Foi publicada a  Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e também nasceu a divisão da política em direita e esquerda.

Interessante como existiu e se extinguiu a absolutismo, não é? E ainda nessa linha de pesquisa, não deixe de conhecer a interessante história do surgimento dos termos direita e esquerda.

Fontes: Info Escola, História do Mundo, Toda Matéria, Brasil Escola,