Como será a provável aparência dos humanos daqui a mil anos

Os seres humanos ainda estão evoluindo, então, onde a evolução nos levará em 1.000 anos? Provavelmente seremos mais altos. Os seres humanos já passaram por um “boom” na estatura média nos últimos 130 anos.

É muito provável também que nossa espécie se combine com máquinas para melhorar os sentidos, como a audição e visão, a saúde e muito mais. Já existem, por exemplo, aparelhos auditivos que permitem gravar sons e filtrar ruídos do ambiente, isso tudo com a possibilidade de integração com os smartphomes pessoais.

Outro exemplo é uma equipe da Universidade de Oregon, que está desenvolvendo olhos biônicos que ajudarão os cegos a enxergar novamente. Mas não é impossível imaginar que esta tecnologia poderia se tornar uma ferramenta para que sejamos capazes de ver o que atualmente consideramos invisível, como diferentes espectros de luz, como o infravermelho e raios-x.

Haverá um dia onde as próteses já não serão apenas para os deficientes.

Além da aparência física

No entanto, não é apenas a nossa aparência externa que vai mudar, nossos genes também irão evoluir em níveis microscópicos para garantir a nossa sobrevivência.

Por exemplo, um estudo liderado por Oxford descobriu um grupo de crianças infectadas pelo HIV na África do Sul tendo vidas saudáveis. Acontece que essas crianças desenvolveram uma defesa contra o HIV que impede o vírus de avançar para a AIDS.

E com técnicas de edição de genes como a CRISPR, podemos eventualmente controlar nossos genes e o DNA até o ponto em que nos tornaremos imunes a doenças, e até mesmo reverter os efeitos do envelhecimento.

Outra maneira de dar um salto na evolução humana em um caminho diferente são as migrações para outros planetas, como Marte. Marte recebe 66% menos luz solar do que a Terra, essa é uma diferença ambiental que forçaria o organismo humano a se adaptar rapidamente.

Os seres humanos em Marte terão que desenvolver pupilas maiores para absorver mais luz. E uma vez que a atração gravitacional de Marte é de apenas 38% da Terra, as pessoas nascidas em Marte podem realmente ser mais altas que qualquer outra pessoa na Terra.

No entanto, nem mesmo uma migração para Marte poderia provocar a maior mudança na evolução humana que poderemos ver no próximo milênio: a imortalidade.

O caminho para a imortalidade provavelmente exigirá que os seres humanos transfiram sua consciência para uma máquina.

Atualmente, cientistas da Itália e da China estão realizando transplantes de cabeça em animais para determinar se é possivel transferir a consciência de um corpo para outro. Eles afirmam que seu próximo grande passo é o transplante de cabeças humanas.

Seja o que for que aconteça nos próximos mil anos, uma coisa é certa: a espécie humana está sempre mudando, e quanto mais rápido mudarmos e nos separarmos da Terra, mais chance teremos de ultrapassar a extinção.

 

Fonte: Business Insider
Imagens: Orion Pictures / Reprodução.


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